09/05/2011 a 15/05/2011

Exposição retrata o período escravista no Brasil

No novo espaço de exposições culturais da Biblioteca em Contagem, a comunidade acadêmica pode conferir, até o dia 10 de maio, a exposição Memórias: 13 de maio de 1888, organizada pela Secretaria de Cultura e Assuntos Comunitários (Secac) e o Centro de Memória PUC Minas. A partir do dia 13, a mostra será exibida na Biblioteca do campus Coração Eucarístico, onde permanecerá até o final do mês de junho. A curadoria da exposição é da professora Liana Maria Reis e essa iniciativa faz parte do Momento Cultural do núcleo universitário que apresenta, também, a exposição Poemas Africanos, localizada na entrada do prédio 8. A exibição traz documentos oficiais históricos que traduzem o cotidiano escravista do Brasil imperial e o processo abolicionista no País.

A exposição foi planejada e organizada a partir da leitura de documentos oficiais emanados do poder público imperial, que traduzem o cotidiano escravista sob duas percepções: uma através da legislação emancipacionista e outra por meio da reação da massa de cativos, negros e mulatos, africanos e crioulos (nascidos no Brasil). Do acervo do Arquivo Nacional da cidade do Rio de Janeiro são os fac-símiles da Lei Euzébio de Queirós (1850), primeira Lei que efetivamente inicia o processo histórico de desescravização no Brasil, da Lei do Ventre Livre (1871) e da Lei Áurea (1888).

As cenas que retratam a convivência entre elementos servis e demais segmentos da sociedade foram cedidas pelo Arquivo Público Mineiro. Optou-se por incluir iconografias de dois viajantes estrangeiros que visitaram o Brasil no século XIX: Johann Moritz Rugendas e Jean-Baptiste Debret. As gravuras denotam as diferenças étnicas dos povos africanos que vieram ao Brasil entre os séculos XVI e XIX, e também revelam nuances da realidade urbana e rural escravista.

Agregaram-se, também, documentos que relatam as doenças que acometiam os escravos da Província de Minas Gerais, rebelião ocorrida na cidade de Diamantina e as providências tomadas pelo poder público para reprimir este movimento escravo. Finalmente, utilizou-se da transcrição de poesias de autores brasileiros que versaram sobre o 13 de maio.

05/05/2011


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