11/04/2011 a 24/04/2011

Professor Cástor Cartelle recebe homenagem

Por suas contribuições ao estudo da paleontologia sul-americana e, particularmente, das preguiças fósseis, o professor Cástor Cartelle, do Museu de Ciências Naturais da PUC Minas, foi homenageado com a denominação de uma nova espécie de preguiça extinta, cujo fóssil foi descoberto na região do Rio Acre na fronteira do Peru e Brasil: Mionothropus cartellei.

A homenagem partiu dos paleontólogos que descobriram a nova espécie de preguiça terrícola, Gerardo de Iullis, da University of Toronto, no Canadá, e Tomothy Gaudin e Matthew Vicars, da University of Tennessee.

Natural de Orense, na Espanha, o professor Cástor Cartelle mudou-se para o Brasil aos 19 anos. Graduou-se em Ciências Biológicas pela PUC Minas e em Filosofia pela Faculdade de Filosofia Nossa Senhora Medianeira. Concluiu mestrado em geociência pela UFRS e doutorado em morfologia pela UFMG. Tem mais de cem artigos científicos, quatro livros e dez capítulos de livros publicados, além de ter ocupado os cargos de conselheiro do Conselho de Política Ambiental de Minas Gerais (Copam), conselheiro da Fundação Zoobotânica, membro titular da Fundação de Meio Ambiente do Estado, presidente da Fundação Biodiversitas, presidente da Câmara de Biodiversidade do Copam e conselheiro do Conselho Universitário da UFMG.

O professor fez diversas descobertas científicas. Entre elas, destacam-se: quatro espécies novas de preguiças terrícolas – como a Aytherium aureum, espécie nomeada em homenagem aos 50 anos da PUC Minas, completados em dezembro de 2008; duas novas espécies de primatas (macacos) – Caipora bambuiorum e Allouata mauroi; uma espécie nova de tatu – Pampatherium paulacoutoi; e uma espécie nova de animal típico muito raro – Xenorhynotherium bahiense.

Nomeando novas espécies

A taxonomia, ciência que classifica os seres vivos, é uma das profissões mais antigas do mundo, nascida no século 18 com o botânico sueco Carl Linnaeus, que popularizou o sistema de classificação ainda em uso atualmente. Dos cerca de 30 milhões de espécies, plantas e micróbios na Terra, apenas cerca de 1,8 milhão foram nomeados e identificados até agora.

Tradicionalmente, o descobridor ganha o direito de batizar o novo organismo. Todos os seres vivos têm um nome científico de duas partes, geralmente em latim. É comum que os descobridores nomeiem uma nova descoberta em homenagem a seus cônjuges, filhos, colegas, benfeitores ou até mesmo celebridades.

07/04/2011


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