26/03/2006 a 01/04/2006

Esperança renovada para portadores de fissura labiopalatal


Professora Patrícia Dayrell atende paciente no Centrare

Comemorando um ano de funcionamento neste mês de março, o Centro de Tratamento e Reabilitação de Fissuras Labiopalatais e Deformidades Craniofaciais (Centrare) acaba de ser credenciado pelo Ministério da Sáude para realizar procedimentos de alta complexidade em lesões labiopalatais, uma má formação que provoca uma abertura no lábio, no palato, ou lábio e palato. Com isso, o tratamento e as cirurgias já podem ser feitos pelo SUS.

O credenciamento irá ampliar e garantir o atendimento gratuito aos pacientes, já que o tratamento é caro e demorado, sendo dividido em várias fases, que vão desde o nascimento até a adolescência. Está prevista ainda a implantação de uma casa de apoio para receber as famílias dos portadores de fissuras labiopalatais que vêm do interior, anunciou o reitor, professor Eustáquio Afonso Araújo, durante a solenidade, realizada no dia 21 de março, no Hospital da Baleia, que contou ainda com a presença do assessor do Ministério da Saúde, Ricardo Scott, entre outros.

Ele lembrou que ambos os parceiros do Centrare – PUC Minas e Fundação Benjamim Guimarães (Hospital da Baleia) – não mediram esforços para obter o credenciamento, que aconteceu em um espaço relativamente curto de tempo. Destacou ainda a importância do Centro como o único em Minas a oferecer atendimento multidisciplinar, com profissionais da Universidade de diversas áreas de conhecimento.

A presidente da Fundação Benjamim Guimarães, Tereza Guimarães, observou que o Centrare tem sido um espaço de transmissão de conhecimento e que o credenciamento significa, além de sustentabilidade, a oportunidade de torná-lo referência no País. O credenciamento por parte do Ministério da Saúde representa 320% de aumento no faturamento bruto do Centrare.

Segundo dados do IBGE, uma em cada 650 crianças nasce com esse tipo de deformação, sendo que em Belo Horizonte são 430 novos casos a cada ano. O Hospital da Baleia tem 600 pacientes cadastrados, dos quais 200 estão em tratamento. O Centrare é resultado de um convênio entre a PUC Minas e o Hospital da Baleia, firmado em 2004.

Conquista

“Agora a luta é para fazer que ele seja melhor ainda. Nós tivemos fé e acreditamos, por isso formamos uma equipe e a vitória é de todos”, disse o reitor, professor Eustáquio Afonso Araújo, durante o Seminário do Centrare, no dia 20 de março, no auditório do IEC, cujo objetivo é apresentar e discutir os casos atendidos.

A presidente da Fundação Benjamim Guimarães, Tereza Guimarães, disse que o credenciamento significa “a continuidade e a perenidade desse Centro, que é ativo e está crescendo, com novas possibilidades”. “O nosso presente de aniversário foi o credenciamento. É uma conquista de todos”, concluiu.

23/03/2006


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