28/11/2005 a 04/12/2005

Formando aos 79 anos de idade


Educação não tem idade

A formanda Carlota Augusta Cozzupoli, 79 anos, mexicana, naturalizada brasileira, mãe de seis filhos, avó de sete netos e integrante da turma de formados do 2° semestre de 2005 do curso de Turismo da PUC Minas em Poços de Caldas. Tal proeza a tornou a universitária brasileira com idade mais avançada a encerrar um curso de graduação numa instituição de ensino superior no país. O dado é do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP), que informou não possuir nenhum registro sobre a existência de um universitário, em todo Brasil, com idade mais avançada que Dona Carlota. 

Sua trajetória com o meio acadêmico começou cedo. Em 1948 se formou em Enfermagem, pela Universidade Federal do Estado de São Paulo. Após terminar o curso de especialização em enfermagem obstétrica, em 1971, iniciou sua carreira como professora universitária. A fim de dar seqüência a docência, cursou doutorado na Escola de Enfermagem Ana Neri, no Rio de Janeiro.  Continuou lecionando, organizando cursos de pós-graduação, atuando como coordenadora de mestrado até 1994, quando se aposentou aos 64 anos.

Naquele ano, decidiu mudar para a cidade de Águas da Prata, na divisa de São Paulo com Minas Gerais. Mesmo aposentada, continuou muito ativa, freqüentando curso de dança, atuando no ambulatório da cidade e freqüentando classes na Universidade Aberta para a 3ª idade, em São João da Boa Vista. 

O interesse para a área de turismo surgiu em 2000, com uma viagem para a Espanha. Apesar de já ter viajado muito, os passeios àquele país despertaram o interesse de Dona Carlota para a área. Em 2002, já com matrícula feita para o curso de Turismo na PUC Minas em Poços de Caldas, deu início novamente a sua trajetória como universitária.

Universitária aos 75 anos

O retorno à vida acadêmica aos 75 anos foi marcado por um período de adaptação. A falta da obrigatoriedade nas classes da universidade aberta teve que ser substituída pelos compromissos com provas, trabalhos e estudos do curso de turismo. Mas o grande desafio foi mesmo a convivência com os colegas, que tinham cerca de 55 anos a menos que ela. 

Apesar do receio de não ser aceita pela turma e da vontade de colocar em ordem as eventuais bagunças da classe, sentimentos remanescente da época de professora, dona Carlota foi aos poucos se adaptando à psicologia dos jovens. Na verdade, passou a ser exemplo de vida para todos na universidade. Alunos que estavam pesando em desistir do curso, continuaram estudando ao conhecerem a história de Dona Carlota.

25/11/2005


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