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Novembro Azul

Seguindo a onda de prevenção promovida pelo Outubro Rosa, neste mês se iniciam as ações do Novembro Azul, focando agora o combate ao câncer de próstata. A campanha, que surgiu em 2012 por meio de parceria entre a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e o Instituto Lado a Lado pela Vida, visa advertir a população em relação ao segundo tipo mais comum de câncer entre os homens (atrás apenas do câncer de pele) e o sexto tipo mais frequente no mundo, representando cerca de 10% do total de cânceres.

A próstata é uma glândula que só o homem possui e que se localiza na parte baixa do abdômen, logo abaixo da bexiga e à frente do reto. O crescimento de um tumor nesse órgão, que é responsável pela produção de um dos componentes do sêmen, na maioria das vezes é lento e não causa sintomas. Quando o câncer está em estágio mais avançado, pode ocasionar presença de sangue na urina, dificuldade para urinar e a sensação de não conseguir esvaziar completamente a bexiga após ir ao banheiro. A dor óssea, especialmente na região das costas, indica o surgimento de metástases, sinal de que o quadro de saúde do paciente é mais grave. "Às vezes, o tumor evolui de maneira totalmente silenciosa, só se manifestando em fases avançadas da doença, quando já se espalhou pelos ossos, gânglios linfáticos ou pelos pulmões, locais preferenciais das metástases", explica o professor Antônio Mourthé Filho, urologista e professor do curso de Medicina em Betim.

Para diagnosticar a doença, primeiramente é realizado um exame laboratorial de dosagem do PSA (Antígeno Prostático Específico, da sigla em inglês de Prostate Specific Antigen). De acordo com o professor, é importante que o laudo não seja interpretado sem a realização do exame de toque retal, pois há casos de pacientes com níveis adequados de PSA que foram diagnosticados apenas com a realização do exame físico. "O toque retal é um exame simples, rápido e objetivo, que não deve ser dispensado nem pelo paciente, nem pelo médico", afirma.

Caso sejam constatados sintomas como aumento da glândula ou PSA alterado, deve ser realizada uma biópsia para averiguar a presença de um tumor e se ele é maligno. Se for, o paciente precisa ser submetido a outros exames laboratoriais para se determinar o tamanho e a presença ou não de metástases.

Preconceito

O Novembro Azul também tem como objetivo vencer o preconceito contra o exame de toque. De acordo com pesquisa realizada pelo Datafolha para a SBU, em 2009, apenas 32% dos homens brasileiros declararam já ter feito o exame.

Ao contrário das mulheres, que iniciam a prevenção contra os cânceres de mama e de útero bem mais jovens, os homens devem fazer a avaliação prostática anual após os 45 anos de idade, uma vez que, segundo o professor Mourthé, "é muito raro acontecer um caso antes dessa fase da vida". A detecção precoce da doença eleva a possibilidade de cura da doença em 85% dos casos, e, para isso, é essencial a realização dos exames de rotina.

O toque retal, que leva de dez a 15 segundos, consiste na verificação de possíveis anormalidades, limites, sensibilidade, volume, inchaço e mobilidade da próstata, que podem ser indicadores da doença, e deve ser realizado anualmente.

Tratamento

O tratamento adequado depende do estágio da doença, da idade da pessoa, da expectativa média de vida e, principalmente, da escolha do paciente frente às opções possíveis. Quando o câncer é diagnosticado no começo, o tratamento indicado é a prostatectomia radial, cujo procedimento consiste na retirada da próstata, vesículas seminais e dutos ejaculadores, eliminando o tumor. "A cirurgia, no entanto, só é feita em casos de lesões localizadas, em fase inicial, e geralmente em pacientes com até 72 anos de idade", esclarece o urologista.

Outra opção de tratamento do câncer de próstata é a radioterapia. Além do método clássico e o conformacional, a técnica mais avançada é a braquiterapia, que consiste na introdução de pequenas "sementes" de isótopos radioativos no interior da próstata, sob anestesia. Essa pode ser uma alternativa para as pessoas que têm tumores localizados e não são indicados para cirurgia.

Ainda há a opção do tratamento hormonal, que visa o bloqueio da ação da testosterona, responsável pelo crescimento das células tumorais. O médico ressalta que a escolha do tratamento deve ser baseada nas características da lesão tumoral e nas condições do paciente. "Também devemos considerar a opinião do paciente, observando o posicionamento face à doença, ao diagnóstico e ao tratamento", ressaltou.

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