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Não basta ser pai...

... tem que participar! Quem não se lembra do slogan do antigo comercial de tv? Mas, mais do que um slogan, esta frase é uma verdade na vida de muitos pais hoje em dia.

Todos os dias, pela manhã, Rafael Araújo Moreira de Andrade, engenheiro da Pró-reitoria de Infraestrutura, é quem acorda, troca a fralda e dá a mamadeira para sua filha, Bianca, de um ano e seis meses. Ao chegar em casa, pela noite, é ele quem dá o banho e leva a pequena para a cama. “Bianca já está tão acostumada com o pai fazendo isso que não dorme enquanto ele não deita com ela na cama”, conta a mãe da menina, Fenny Mecys de Araújo, responsável pela Secretaria Administrativa da PUC Minas Virtual.

Daniel Souza Marcolino, funcionário da Central de Atendimentos da PUC Minas Virtual, foi pai de maneira inesperada. A pequena Isabelle não foi planejada e ele sabia que ser pai mudaria sua vida totalmente. Mas nem por isso ele é um pai menos presente: “De uma hora para outra me vi às voltas com a paternidade, estágio, reforma, trabalho, faculdade e monografia! Mas encarei a fundo este desafio e, no final das contas, no meio disto tudo, quem dá menos trabalho é a Isabelle!”, conta.

O coordenador do Curso de Psicologia da PUC Minas em Betim, professor Éser Pacheco, frisa que é importante que os cuidados para com a criança não sejam exercidos por apenas uma pessoa, seja o pai ou a mãe. “Isso pode levar a uma relação fechada demais, quase simbiótica em alguns casos. A criança precisa sempre de um terceiro que rompa com o espelhamento que pode ser instalado com quem lhe nutre”, afirma o psicólogo.

Papéis na família

Antigamente o papel da mulher era, na maioria dos lares, limpar, lavar, passar, cozinhar, cuidar da casa e educar os filhos. O pai tinha o papel de sair para trazer “o pão de cada dia” para o sustento da família e a mulher tinha, por obrigação, educar os filhos. “É positivo que, na sociedade contemporânea, os papéis exercidos por pai e mãe sejam menos estereotipados. Isso fornece à criança modelos identificatórios menos preconceituosos e mais prontos a responder às exigências da própria vida”, ressalta o professor Éser.

O professor destaca, ainda, que é preciso entender a família não tanto como um pai (do sexo masculino) e uma mãe (do sexo feminino), mas como um conjunto de pessoas que exercem os papéis necessários à criação e educação dos filhos. “É preciso que as pessoas que exercem esses papéis estejam ‘em paz’ com o seu exercício. Um problema muito comum no mundo contemporâneo é o pai não saber exatamente qual é o seu papel, diante das novas relações de gênero”. Não é problema para a criança, segundo o professor, que o pai seja o que cuida da casa e a mãe a que sai para trabalhar. O que não pode é faltar quem exerça as funções necessárias ao cuidado com as crianças.

Educar pelo exemplo

Fenny acredita que uma das principais funções dos pais seja passar bons exemplos para os filhos. “O Rafael é muito participativo na criação da Bianca e se preocupa muito com a educação, sempre tenta dar bons exemplos, conversa com ela, mesmo que ela ainda não entenda muito ele já explica o que é certo e errado, e sempre com muita paciência”, relata. “Certa vez, um dos nossos cachorros começou a brincar com a Bianca, lambendo seu rostinho e ela quis bater nele. Rafael não deixou e explicou que é errado bater nos animais”, ilustra Fenny.

Para Rafael, o papel dos pais na educação dos filhos é tão importante quanto o da mãe, sempre participando ativamente da vida dos filhos e ajudando no seu crescimento e desenvolvimento. “É fundamental a figura paterna sempre presente, em todos os momentos, contribuindo para a formação, passando sempre o sentimento de segurança para os filhos”, afirma.

O professor Éser afirma que é comum encontrar pais que vacilam em exercer autoridade sobre os filhos porque não querem ocupar o papel de quem frustra. “A criança vai ter que se haver com a frustração da própria existência e é melhor que ela faça isso sob o amparo de quem construiu uma relação de autoridade sobre ela baseada no cuidado e no afeto. Ser pai é ser generoso o suficiente até para acolher a raiva do filho em determinado momento, quando isso é necessário ao desenvolvimento deste”, conclui.

“Educar bem um filho é muito importante, ainda mais no mundo em que vivemos atualmente. Mas prefiro aproveitar ao máximo o presente ao lado da minha filha pois, apesar das dificuldades, estamos vencendo cada batalha diária”, acredita Daniel. Para Rafael, educar vai mais além: “Espero contribuir para um mundo melhor deixando para ela um patrimônio com bons valores morais e culturais e que com isso ela possa ser muito feliz”, conclui.

Aleitamento em dose dupla

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o leite materno deve ser o único alimento ingerido até os seis meses de idade. Ele fornece todos os nutrientes, vitaminas e anticorpos de que o bebê precisa, além de estar armazenado de forma correta e não ter custo algum, sendo assim o alimento ideal.

Além de proteger a saúde do bebê, o leite materno também é importante para fortalecer o vínculo entre mãe e filho, afirma a professora do Curso de Enfermagem da PUC Minas no Barreiro, a enfermeira Luciana Ramos de Moura. “Ao amamentar, a mãe, além de alimentar o bebê, transmite amor e carinho, o que é fundamental para o desenvolvimento do bebê e para a sua relação com ele”, explica.

Para ela, o pai, quando está envolvido no processo de amamentação, se torna fonte de estímulo e conforto para a mãe. De acordo com a professora Luciana, “o pai pode auxiliar na manutenção do ambiente tranquilo e confortável para a amamentação e participar dos cuidados com o bebê.” Se o casal tiver outros filhos, a professora aconselha o pai a praticar o cuidado deles, de forma a garantir o ambiente equilibrado e harmônico. “A mãe necessitará dedicar muito tempo à amamentação, dessa forma, engajar o pai nas demais atividades favorecerá a tranquilidade das mamadas”, pontua Luciana.

Para a funcionária da Coordenação de Extensão da Unidade Barreiro, Luciene Gontijo Dias, a experiência da amamentação é importante tanto para a mãe quanto para o bebê. Ela está de licença maternidade para poder se dedicar ao filho de três meses, Bernardo. Segundo ela, o momento de amamentar é um momento de tranquilidade. “Acho que o papel do pai é dar apoio, dar segurança”, opina Luciene, que volta ao trabalho em agosto.

14 de Agosto - Dia dos Pais
Parabéns a todos os pais da PUC Minas!


Fenny e Rafael dividem os cuidados com a pequena Bianca

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