Contagem: reformas estruturais, economia e conscientização ambiental

No Campus Contagem as ações em busca de economia começam pelo aspecto estrutural. Diferentemente de outras unidades, que foram projetadas e construídas para abrigar a Universidade, a mais antiga unidade de expansão da PUC Minas, fundada em 1990, funciona em instalações antigas, que foram doadas à Sociedade Mineira de Cultura, mantenedora da Universidade, pela Congregação dos Padres do Trabalho. Gradativamente, o Campus vem passando por melhorias estruturais com o intuito de substituir suas instalações atuais por outras mais modernas e, desta forma, economizar também em manutenção.

Com o intuito de evitar o desperdício de água, as aparelhagens hidráulicas dos banheiros estão sendo substituídas por modelos mais econômicos. Já foram reformados os banheiros dos prédios 2, 3, 4, 5 e 6, e há previsão para reforma dos sanitários dos prédios 7 e 8, além dos do Teatro Padre de Man. O Setor de Infraestrutura também faz constantes vistorias e leitura diária dos hidrômetros a fim de detectar possíveis vazamentos que podem causar desperdício.

Ainda pensando em iniciativas que pudessem colaborar com a economia de água, um mecanismo para diminuir a vazão das torneiras de pressão foi instalado em todos os banheiros e copas. Trata-se de uma arruela que limita o espaço de ação da mola das torneiras de pressão, o que diminui o tempo e, consequentemente, a quantidade de água despendida em cada utilização. Se antes a torneira liberava de 800 ml a 1,5 l a cada vez que era acionada, após a instalação do mecanismo, a quantidade passa a ser de 200 a 300 ml.

Em 2015 foi instalada no Campus uma nova subestação de energia. A substituição do equipamento antigo por um mais moderno melhorou a distribuição de energia elétrica nas dependências e estabilizou a rede, o que evita, por exemplo, quedas de energia e gastos com manutenção.

Mas apenas economizar não basta. É necessário que todos se conscientizem de que o consumo racional de insumos é fundamental para a preservação de recursos e a garantia de qualidade de vida. Para introjetar essa cultura sustentável, pequenos hábitos estão sendo incentivados, como a adoção da impressão frente e verso, a redução do uso de copos descartáveis e papéis; e o desligamento de aparelhos eletrônicos e luzes em ambientes que não estão sendo utilizados, entre outras ações. Os números mostram que essas pequenas atitudes já têm surtido efeito. Dados do setor de Infraestrutura que comparam os gastos dos primeiros semestres de 2016 e 2017 apontam que houve redução de 5,32% no consumo de energia elétrica; 5,31% no consumo de papel A4; e 56,48% no consumo de copo descartável de 200 ml. Também houve diminuição de 3,79% no custo gasto com telefonia. O consumo de água sofreu um aumento de 19,78%, porém, é justificado pelas obras na reforma do prédio que abrigará os laboratórios do Curso de Medicina.

Também engajado em ações de conscientização, o PUC Minas TempoClima desenvolveu uma nova abordagem para o seu programa de visitas, que recebe anualmente cerca de 2.300 alunos dos ensinos fundamental e médio de colégios públicos e privados da região metropolitana de Belo Horizonte. Na oficina denominada Água: responsabilidade de todos, os estudantes aprendem sobre sustentabilidade, uso consciente da água e de outros recursos, previsão do tempo e produzem um pluviômetro, sensor de coleta de água da chuva, com garrafas pet. Para Thiago Nadú, coordenador do Centro de Climatologia, a importância de pensar a crise hídrica envolve a sociedade como um todo. “O déficit hídrico impacta diretamente na biodiversidade, na saúde da população, na economia. É fundamental pensarmos em consumo e gestão da água, o nosso bem mais importante, de uma forma sistêmica”, opinou o geógrafo.

Comissão de Sustentabilidade chega ao Campus

Por meio das portarias R/nº 097/2016 e R/nº 017/2017, a Reitoria da PUC Minas criou uma comissão para construir proposições de ações de sustentabilidade ambiental na Universidade. A ideia é torná-la referência em gestão, pesquisa, extensão e ensino para a sustentabilidade. Para isso, esse grupo elaborou o Plano PUC Minas Sustentável, que prevê ações, a serem desenvolvidas a curto e a longo prazos, com o intuito de fomentar a cultura sustentável no ambiente acadêmico. Entre diversas outras ações, o Plano prevê a criação de subcomissões em todos os campi e unidades, voltada para ações locais.

A do Campus Contagem iniciou suas atividades neste mês e, com a participação de funcionários de diversos setores, pretende estimular ideias, propor o debate e conduzir o planejamento e a execução de ações sustentáveis dentro do Campus e comunidade do entorno, de acordo com os eixos temáticos definidos: água; energia; resíduos; efluentes; urbanismo, biodiversidade e áreas edificadas; contratações e compras responsáveis; mobilidade e transportes; e educação, sensibilização e participação.

O presidente da subcomissão, Thiago Nadú, destaca que a criação do grupo é fundamental para reforçar, também, o senso de coletividade. "Cada encontro é marcado por boas ideias que têm grande potencial de proporcionar ações sustentáveis em nosso Campus. Agindo em conjunto, conhecemos melhor as nossas limitações, pontos fortes e fragilidades, e trabalhamos para que as propostas da subcomissão possam concretizar-se em conquistas sustentáveis, que signifiquem uma melhor forma de viver, ensinar e de trabalhar”, afirma.

Para o pró-reitor adjunto do Campus, professor Robson dos Santos Marques, a conscientização ambiental e a busca por uma cultura cada vez mais sustentável é um dos elementos da formação humanística proposta pela Universidade. “Uma instituição com o tamanho da PUC Minas, com a expertise que tem em ensino e pesquisa e com centros de excelência importantes, como o TempoClima, o Green e o Museu de Ciências Naturais, tem papel importantíssimo no debate de temas que afetam a sociedade, como saúde, educação, transporte e segurança. E a sustentabilidade é mais uma discussão fundamental, sobretudo atualmente, nesse planeta tão ameaçado. Quando a gente olha para o mundo com grandes focos de tensão e conflito, um dos motivos é ambiental. Por isso, precisamos de mais atenção e mais engajamento nessa questão”, opina.

 

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