PROEX - Pró Reitoria de Extensão

Histórico

As ações de extensão na PUC Minas tiveram início na década de 1960, a partir de iniciativas isoladas dos departamentos e cursos de graduação que promoviam atividades culturais, conferências, cursos e prestação de serviços às comunidades em situação de vulnerabilidade. Neste período, surgiram o Departamento de Assistência Jurídica, o Instituto de Orientação Juvenil (prestação de serviços e estágios) e o Serviço de Orientação destinado à comunidade acadêmica.

Em 1972, criou-se na Universidade o Centro de Extensão, voltado, inicialmente, para a realização de cursos e a promoção de eventos culturais. Gradativamente foi ampliando sua atuação em trabalhos assistenciais, desenvolvidos junto às populações em situação de vulnerabilidade social, por intermédio das clínicas de Odontologia e de Psicologia, bem como dos Serviços de Assistência Jurídica, que hoje integram os projetos pedagógicos dos respectivos cursos. Os projetos de intervenção social, iniciados na década de 1970 com os campi avançados de Araçuaí e de Pirapora, desdobraram-se em outros modelos de ação social na Região Metropolitana de Belo Horizonte, bem como em vários municípios mineiros e na Região Nordeste do país.

Em 1978, com a aprovação do novo estatuto da então Universidade Católica de Minas Gerais (UCMG), o Centro de Extensão deu lugar à Coordenadoria de Extensão, sendo também fundado o Programa de Desenvolvimento e Ação Comunitária (PRODAC) que promoveu a articulação de diversos departamentos da Universidade com instituições externas. Essas articulações objetivavam a realização de diagnósticos socioculturais de comunidades rurais, programas de criação de associação de artesãos, promoções culturais, feiras de artesanato e fortalecimento do Programa de Pós-Graduação com o oferecimento do PREPES.

Em 1982, a Coordenadoria de Extensão integrou-se à Divisão de Apoio Comunitário, ficando subordinada à Vice-Reitoria. No ano seguinte, a Universidade Católica de Minas Gerais foi reconhecida como Pontifícia Universidade Católica (PUC Minas), estruturando, em 16 de novembro de 1983, a Pró-Reitoria de Extensão e Ação Comunitária. Destaca-se neste período a formalização do Colegiado de Extensão, que contou com a representação de alunos, professores e funcionários, tendo como fim efetivar a participação da comunidade universitária na implementação da política de extensão. O primeiro item do Relatório de Atividades da Pró-Reitoria, no ano de 1984, propôs a implementação de uma “Política de Extensão intimamente vinculada às propostas e atividades de Ensino e Pesquisa” e o estabelecimento de “uma conexão orgânica com a sociedade”. À estrutura organizacional desta Pró-Reitoria foram agregados novos setores, bem como foi incorporada uma equipe de profissionais que contribuíram para uma melhor organização das ações. Em junho de 1990, a Ação Comunitária foi desmembrada da Pró-reitoria de Extensão, tornando-se Secretaria de Ação Comunitária.

Nas últimas três décadas, a PUC Minas vem desenvolvendo práticas extensionistas, tais como ações científicas, culturais e educativas, que possibilitam a interlocução da Universidade com a sociedade e a participação de diversos segmentos sociais em suas ações, contribuindo para a promoção da cidadania, a inclusão e o desenvolvimento social e demonstrando um grande dinamismo e criatividade.

Nos últimos dez anos, a extensão universitária na PUC Minas apresentou avanços significativos que contribuíram para desfazer a imagem da prática extensionista como uma transferência de conhecimentos e de tecnologias ou ainda como uma função assistencialista da Universidade junto a comunidades vulneráveis. Decisiva para essas conquistas foi a aprovação pelo Conselho Universitário da Política de Extensão Universitária da PUC Minas, em 2006. “A Política de Extensão veio para reafirmar uma extensão de caráter transformador e emancipatório, através de ações fundadas em práticas dialógicas para o desenvolvimento da autonomia dos grupos sociais”, afirma o professor Wanderley Chieppe.

A extensão universitária na PUC Minas teve outras conquistas nos últimos dez como a celebração de convênios, termos de cooperação e contratos com diversas instituições; a criação do Edital de Projetos de Extensão, em 2004, para fomento de novos projetos de extensão; a representação clara da extensão nos documentos oficiais da Universidade como o Projeto Político Pedagógico Institucional, Estatuto da Universidade, Regimento Geral, Plano de Desenvolvimento Institucional, entre outros; a reformulação da estrutura organizacional da Pró-Reitoria de Extensão com a criação das Coordenações de Extensão nas Unidades, assim como nos cursos de graduação e institutos e faculdades; a realização de eventos como o Seminário de Extensão anual com o objetivo de socializar os projetos, capacitações, cursos, pesquisas e práticas diversas de extensão; ampliação da produção acadêmica e publicações; participação mais efetiva nos últimos cinco anos da PUC Minas no Fórum Nacional de Extensão e Ação Comunitária das Universidades e IES Comunitárias, o FOREXT; entre outras. “Os diversos avanços da extensão na PUC Minas nos mostram outros desafios, o que demanda uma atualização constante e um trabalho conjunto de ações de caráter interdisciplinar e multidisciplinar, articulando os saberes produzidos na vida acadêmica e na vida cotidiana das populações. Articulação essa essencial na extensão universitária”, conclui o professor Wanderley. 

Fonte: Política de Extensão Universitária da PUC Minas – 2006 e entrevistas realizadas pela Ascom/Proex

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