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Pós-graduação em Comunicação Social

Pós-graduação em Comunicação Social :: Grupo de pesquisa

Grupo de pesquisa

Mídia e Narrativa

Projeto(s) de pesquisa ligado(s) ao grupo:

Coordenador(es):

Objetivo geral

O grupo Mídia e Narrativa analisa práticas e textos midiáticos contemporâneos, investigando o modo como se entrelaçam à vida cotidiana. Em seus projetos de pesquisa, busca-se o exercício crítico que desafie as mediações e interações propostas pelas mídias dominantes, em suas formas de representar e narrar o mundo. A partir do entendimento da mediação como processo dialético, os estudos do grupo privilegiam também o modo como as pessoas ordinárias lidam com os enquadramentos midiáticos e manejam, no dia a dia, os recursos simbólicos desses contextos, respondendo a eles, de forma também midiática, por meio do engajamento em debates, da produção de textos, de apropriações e compartilhamentos.

Linhas de pesquisa

  1. a) Crítica das mediações: o outro na cultura midiática: Investigamos a mediação em sua materialidade narrativa nos meios, isto é, o modo como ela se conforma em textos midiáticos, como os do cinema, televisão, jornalismo impresso, redes sociais etc. Entendemos que as narrativas midiáticas são formas privilegiadas, hoje, de mediação do outro, principalmente do outro distante, que apenas nos é visível por meio da mídia. Na multiplicidade das mediações e das representações, o gesto imprescindível de narrar o outro – mesmo quando, significativamente, deseja-se afirmar a transparência ou a neutralidade do relato – assume formas diversas e, por vezes contraditórias, em atos de domesticação ou apagamento de diversidade; de afirmação de distâncias intransponíveis; de contranarrativa, na luta por representatividade e pelo desmanche de estereótipos.
  2. b) Da visibilidade midiática dos anônimos: narrativas de vidas ignotas: Identificamos e analisamos narrativas que reivindicam não apenas registrar o anônimo para levá-lo à cena midiática, mas, para além disso, o ato de torná-lo visível, seja a partir de um ajuste de escala, que permita o acesso a detalhes dessas vidas até então desconhecidas, seja a partir de um “olhar insubordinado”, que possa provocar fraturas e a troca de lugares entre corpos de fala especializada, geralmente à frente na condução das mídias, e indivíduos histórica e correntemente silenciados.

Repercussões

Eventos – Seminário Cultura das Mídias: caminhos críticos no audiovisual (2012); Seminário Visibilidade dos Anônimos (2013); Seminário Recodificações do Popular Midiático (2014); Seminário Polarizações (2015); Seminário Mediações Críticas (2016).

 

Publicações – Dossiê: A Visibilidade dos Anônimos, publicado em RuMoRes, USP (v. 8, n.15, 2014); Dossiê: Polarizações, publicado em RuMoRes, USP (v. 10, n.19, 2016); Tradução: “Televisão: tecnologia e forma cultural”, de Raymond Williams (Boitempo e Editora PUC Minas, 2016). Projetos aprovados do CNPq – Da visibilidade midiática dos anônimos: narrativas de vidas ignotas (Chamada MCTI/CNPq/MEC/CAPES N º 18/2012); Crítica do culturalismo conservador: mídia, narrativa e mediação no Brasil (Chamada MCTI/CNPQ Nº 01/2016 – Universal).

Página do grupo no CNPq: http://dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/2315252699263799

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