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Doenças da tireóide

Cansaço, depressão, aumento ou redução de peso são alguns sintomas comuns do dia a dia, mas que também podem estar ligados às doenças causadas por disfunções da tireoide. A glândula, pequena, em formato de borboleta que envolve a traqueia, está localizada na região anterior do pescoço, abaixo da região conhecida popularmente como "gogó". Ela contribui para o bom funcionamento de vários órgãos, como coração, fígado, rins e cérebro, além de influenciar no crescimento das crianças e peso, controlar hormônios ligados à fertilidade e ciclo menstrual e influenciar até nas emoções. "A tireoide produz hormônios essenciais para o metabolismo e tem influência em praticamente todas as funções do corpo desde a infância até a velhice", explica a professora Mariza Miranda Abi-Akel, que é endocrinologista do Curso de Medicina.

Hipotireoidismo e hipertireoidismo são as disfunções mais frequentes causadas pelo mau funcionamento da glândula tireoide. No primeiro caso, ocorre redução na produção dos hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina), enquanto no segundo, há o aumento na quantidade desses hormônios, que são produzidos pela tireoide e circulam por todo o organismo. Nas duas situações, a glândula pode aumentar de volume, que é conhecido como bócio. Essas doenças, se não são tratadas corretamente, podem ocasionar complicações à saúde. "O hipotireoidismo é cinco vezes mais comum em mulheres e de incidência familiar, o que não quer dizer que seja genético", pontua a professora. Mariza também explica que por se tratar de doenças com características autoimunes, o paciente, em muitos casos os ignora ou os liga a outras enfermidades. "Infertilidade e abortos espontâneos, depressão e outros distúrbios psiquiátricos, oscilação de humor, insônia, constipação intestinal e baixo rendimento escolar podem ser confundidos com outras doenças, por isso, a ajuda do especialista para o diagnóstico não deve ser dispensada", justifica.

Por influenciar no funcionamento de praticamente todo o organismo e durante todas as fases da vida, para evitar que a glândula entre em descompasso, é importante manter hábitos de vida saudáveis, que incluem boa alimentação e prática regular de atividades físicas. "Não há como prevenir problemas na tireoide, por isso, o modo de vida de um paciente pode influenciar no comportamento da glândula e de todo o organismo, variando de indivíduo para indivíduo, pois está ligado ao metabolismo", finaliza.

Saiba mais

A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem) lista dez informações sobre a tireoide que todos devem saber:

1 – A tireoide atua no crescimento e desenvolvimento de crianças e adolescentes, no peso, na memória, na regulação dos ciclos menstruais, na fertilidade, na concentração, no humor e no controle emocional.

2 – Quando ocorre o hipotireoidismo, o coração bate mais devagar, o intestino não funciona corretamente e o crescimento pode ficar comprometido.

3 – Diminuição da memória, cansaço excessivo, dores musculares e articulares, sonolência, aumento dos níveis de colesterol no sangue e depressão também são sintomas de hipotireoidismo.

4 – No caso de hipertireoidismo, que geralmente causa emagrecimento, o coração dispara, o intestino solta, a pessoa fica agitada, fala demais, gesticula muito, dorme pouco, sente-se com muita energia, embora também esteja cansada.

5 – Em um adulto, a tireoide pode chegar a até 25 gramas.

6 – Disfunções na tireoide podem acontecer em qualquer etapa da vida e são simples de se diagnosticar. Além disso, elas podem ocorrer mesmo sem o bócio.

7 – O reconhecimento de um nódulo na tireoide pode salvar uma vida. Por isso, a palpação da glândula é de fundamental importância. Se identificado o nódulo, o endocrinologista deve solicitar uma série de exames complementares para confirmar ou descartar a presença de câncer.

8 – Estima-se que 60% da população brasileira tenha nódulos na tireoide em algum momento da vida. Mas isso não significa que sejam malignos. Apenas 5% são cancerosos.

9 – Além de se parecer com uma borboleta, a tireoide também lembra o formato de um escudo. Daí o surgimento de seu nome: uma aglutinação dos termos thyreós (escudo) e oidés (forma de).

10 – Algumas crianças podem nascer com hipotireoidismo. Para detectá-lo, é realizado o chamado Teste do Pezinho, que deve ser feito, preferencialmente, entre o terceiro e quinto dia de vida do bebê.

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