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Espírito de Partilha

O mês de dezembro chega juntamente com a imagem de muitos presentes na árvore de Natal. A tradição reforça a data comercial, como se a comemoração se restringisse exclusivamente aos presentes e à ceia. Esse conceito distorcido e equivocado sobre a data gera o consumo excessivo, trazendo estresse, muitas vezes angústia, afastando as pessoas do verdadeiro sentido do Natal, que é a partilha. Sintonizados com este espírito de solidariedade, funcionários da PUC Minas dedicam tempo e recursos para deixar o Natal de alguém mais feliz.
Responsável por um projeto em que oferece aulas gratuitas de artes marciais para crianças e adolescentes carentes na cidade de Divinolândia (SP) desde 2013, o encarregado da equipe de vigilância do Campus Poços de Caldas, Emerson Donizeti da Silva, prepara dezembro uma festa de Natal para cerca de 250 crianças e suas famílias. O evento, que deve acontecer na quadra de esportes da escola municipal da cidade, vai contar com doações de comerciantes e empresas parceiras, além de ajuda da comunidade, com mão de obra. Pipoca, algodão doce, cachorro quente, pintura facial e brincadeiras para a participação da família devem fazer parte da festa de confraternização. “Procuramos promover festas assim em outras épocas festivas do ano porque sabemos que essas crianças não têm oportunidades como essa. Receber um abraço de uma criança no final da festa com os olhinhos brilhando em agradecimento não tem preço”, afirma.
O bibliotecário do Campus Contagem, Marcos Soares, direciona suas ações solidárias de Natal a um grupo que, muitas vezes, não recebe o devido reconhecimento da sociedade, mas que, faça chuva ou faça sol, trabalha para deixar a cidade limpa e bem cuidada: os garis. Morador do bairro do Lucas, há seis anos ele doa, juntamente com sua família, cestas básicas, panetones e chocolates aos varredores de rua e trabalhadores do caminhão de coleta da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) que atendem a região dele. “É uma forma de agradecer essas pessoas pelo cuidado que elas têm conosco todos os dias. Eles desempenham um papel fundamental e, muitas vezes, não são devidamente valorizados. Além disso, sempre trabalham com muita alegria. O que a gente faz é retribuir a gentileza”, afirma Marcos.

Mas qual é o verdadeiro espírito do Natal? Para o professor Edmar Avelar de Sena, coordenador geral e regional da Pastoral Universitária no Campus Coração Eucarístico, o verdadeiro espírito Natalino é viver o que muitas vezes durante o ano não conseguimos viver tanto quanto gostaríamos. “Mas não é simplesmente para se reduzir a esse pequeno espaço de tempo no final do ano. O Natal é um tempo de Graça”, explica o professor Edmar. “Esse espírito é como uma chama que faz arder o nosso coração para o próximo, em especial aqueles que como Jesus não têm lugar para morar, roupa pra vestir ou alimento adequado para sobreviver. O convite é deixar-nos inundar por esse Espírito, para que experimentemos a alegria de saber que Deus está conosco”, completa.


Vivendo o espírito do Natal

“Sempre tive um incômodo em relação a esta época do Natal. Quando trabalhava no comércio via as pessoas nesta ânsia de comprar presentes, mas muito distantes do verdadeiro espírito, que é o de partilha, de renovação”, explica a funcionária da Secretaria Acadêmica da Unidade São Gabriel Karine Luzia Alves. Ela começou a cantar aos cinco anos, com a irmã, no coral da Igreja que sua família frequentava. A partir desta vivência, aprofundou seus laços com a Igreja e com a fé. Não só ela como toda a família. O pai, violonista, e a mãe, colaboradora na Igreja, sempre gostaram de música. Karine acredita que o Natal é mais do que a ceia e os presentes na árvore. “Para mim o Natal é o momento de viver a fé e refletir sobre nossos passos durante o ano. É a oportunidade de renovação”, completa Karine. E este Natal terá um significado especial para toda a família. “Enfrentamos neste ano a doença do meu pai e felizmente ele está de volta à nossa casa. Aprendemos sobre união. Tivemos também a oportunidade de refazer nossos laços enquanto família”, reflete Karine.

 

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