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Entre livros e luzes

Foi no Casarão dos Dantas, na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras Santa Maria, no ano de 1963, que se iniciaram as atividades da biblioteca da então Universidade Católica de Minas Gerais, tendo como primeiro bibliotecário o professor Oscar Mendes. Com o crescimento da Universidade e sua instalação na avenida Brasil, buscou-se a centralização dos conjuntos de obras. Priorizaram-se os acervos da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras Santa Maria e da Faculdade Mineira de Direito. No início da década de 1970, houve a transferência dos cursos existentes para o Campus Avenida Brasil e, também, a doação dos acervos do Instituto de Filosofia e Teologia e da Biblioteca da Faculdade Municipal de Ciências Econômicas. No alargamento de suas dependências, a biblioteca passou a ser a guardiã dos títulos de outras bibliotecas, congregando, assim, os acervos dos institutos Politécnico, Filosofia e Teologia, Psicologia, Enfermagem, Biblioteca Central da Universidade Católica, Departamento de Ciências Econômicas, Departamento de Comunicação. Em seu crescimento vertiginoso, adquiriu, em 1979, uma máquina leitora de microfichas. Ano em que se firma, também, o convênio entre UCMG e CNPq.

Neste compasso, em 23 de dezembro de 1981, com moderna arquitetura em estrutura aparente de concreto armado, vazada por lindas janelas panos de vidro que iluminam seu interior, inaugura-se o prédio da Biblioteca Central da Universidade, o qual possuía um Museu da Memória e um hall para exposições de artes plásticas. Já na década de 1990, a Biblioteca passa a integrar projetos nacionais de serviços e de redes de bibliotecas, tais como Bibliodata/Calco, Rede Antares, CCN, Planor e, em 1994, implementa-se o aplicativo de empréstimo automatizado desenvolvido pelo Datapuc, seguido, em 1999, pela implantação do sistema Pergamum desenvolvido pela Divisão de Processamento de Dados da Pontifícia Universidade Católica do Paraná.

Após o falecimento do Padre Antoniazzi, em dezembro de 2005, a biblioteca seria batizada com este nome. E por quê? Nascido na Itália, em 1937, Alberto Antoniazzi chegou à Arquidiocese de Belo Horizonte em 1964. Aqui, coordenou projetos, pesquisas e iniciativas pastorais. Na década de 1980, foi vice-reitor da Universidade e, mais tarde, assessor especial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). De 1990 até os anos 2000, dedicou-se inteiramente ao Projeto Pastoral Construir a Esperança (PPCE). Além disso, foi docente e diretor do Curso de Teologia da PUC Minas. Recentemente, o Centro de Memória e de Pesquisa Histórica, que fica no subsolo da Biblioteca, organizou o acervo pessoal do Padre Antoniazzi, disponibilizando-o para consulta.

Atualmente, a Biblioteca possui coordenação, secretaria, setor de seleção e aquisição, setor de periódicos, de processamento técnico, de referência e setor de Coleções Especiais. Até julho de 2017, contava com 54.532 usuários inscritos, mais de 900 mil obras em seu acervo, 16 mil e-books, 38 mil títulos de periódicos eletrônicos e 4 mil títulos de videoteca. Além de alocar as obras, possui espaços para estudo, auditórios equipados com recursos de multimídia e uma galeria de arte que, periodicamente, recebe exposições abertas ao público. Por sua estrutura, magnitude e beleza, seja em seu interior ou nos jardins que colorem a entrada, a Biblioteca Padre Alberto Antoniazzi tornou-se ambiente de leitura, de estudo, de “luzes” e de contemplação.

Texto da professora Silvia Rachi, do Departamento de História e coordenadora de Pesquisa do Centro de Memória e de Pesquisa Histórica da PUC Minas.

Em 23 de dezembro de 1981 inaugura-se o prédio da Biblioteca Central da Universidade

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